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Mulheres da UFPR: Conheça alguns dados sobre a presença feminina na nossa universidade

Superintendência de Comunicação Social     12 de março de 2018 - 14h43

A presença da mulher na UFPR é forte. Dos 21.046 alunos matriculados nos cursos de graduação, 16.234 são do sexo feminino, o que equivale a 77,13% dos estudantes. Esse número leva em consideração os alunos devidamente matriculados, com evasão e desconsidera os alunos com matrículas temporárias (GRT). O dado também já considera as matrículas dos calouros 2018.

Na pós graduação, esse número também é significativo. Dos 5.513 alunos matriculados no mestrado e doutorado, 2.960 são mulheres. No mestrado, são 1.610 alunas entre 2.977 matriculados (54,08%), enquanto no doutorado, são 1.350 mulheres entre os 2.536 alunos (53,23%). Nos cursos de especialização, são 1.570 mulheres de 2.961 matriculados (53,02%). Na residência médica, multiprofissional e veterinária, elas representam 312 dos 572 residentes (54,54%). Esses dados não levam em consideração as matrículas de 2018.

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis também realiza um papel importante de assistência com as estudantes. São 2.023 alunas que participam do grupo do Probem e que recebem algum dos benefícios da Prae, como auxílio permanência, moradia, refeição ou creche.

Gênero dentro da universidade

Dentro do ambiente acadêmico, a questão de gênero se mostra cada vez mais presente em pesquisas. Maria Rita de Assis César é pró-reitora da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) desde 2017 e é professora na UFPR desde 1999. Ela possui uma longa trajetória em relação aos estudos de gênero, tanto no mestrado quanto no doutorado. Graduada em biologia, no final dos anos 80 ela foi professora na educação básica, onde passou a trabalhar com educação sexual, já que com o surto da Aids, era necessário que os professores instruíssem os alunos sobre a sexualidade.

Pró-reitora de Assuntos Estudantis - professora Maria Rita de Assis César

Pró-reitora de Assuntos Estudantis – professora Maria Rita de Assis César

Em 2003, quando passou a atuar na pós-graduação, Maria Rita passou a orientar pesquisas de mestrado com a temática. A professora também formou o Labin (Laboratório de Investigação em Corpo, Gênero e Subjetividade), na qual abriga pesquisadores da área de educação. Hoje, o Labin se estendeu também para outras áreas, como filosofia e artes, que atuam dentro do grupo.

Para Maria Rita, a sociedade reconhece os assuntos sobre sexualidade e gênero como temas importantes, mas ainda existe muita dificuldade de compreensão sobre o assunto. Ela conta que com a posse do reitor professor Ricardo Marcelo e da vice-reitoria Graciela Bolzon, foi institucionalizada a Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade (Sipad) na universidade, que vai abrigar todas as temáticas sobre a questão de minorias dentro da instituição. “Para nós, a criação da Sipad é um salto triplo”, comenta Maria Rita. “A gente vinha caminhando há mais de 20 anos com uma dificuldade muito grande em trazer a questão de gênero dentro da comunidade acadêmica”, diz.

A presença feminina tem crescido bastante, reconhece a pró-reitora. Mas para ela, existe uma preocupação maior do que apenas a presença da mulher em cargos de alto nível. É necessário ter o que ela chama de pauta feminista. “Apesar de ser fundamental a presença feminina, o mais importante nessa perspectiva é a pauta feminista, tanto nos cargos externos e externos da universidade”, conta. Maria Rita diz que é importante que essas mulheres que possuem um cargo importante, usem esse poder á favor das pautas que favorecem os direitos das mulheres e até das minorias como um todo. “Uma pauta feminista dentro da UFPR é a que vai combater a violência de gênero, a violência sexual, os assédios, o que é uma questão importante”, finaliza.

Maria Rita diz que, antes de assumir o cargo na Prae, muitas alunas que sofreram violência sexual buscavam na professora uma forma de ajuda. Ela comenta que outras professoras que discutem gênero na universidade, também era procuradas pelas vítimas. Ao assumir a pró-reitoria na Prae, ela fala que encontrou uma equipe muito sensível ao assunto e passou a usar essas denúncias como demanda de trabalho na pró-reitoria. A Prae vem recebendo essas questões e passam a dialogar com outros coletivos dentro da instituição. Não só a pauta feminista, mas também questões raciais, indígenas e LGBT.

Por Pedro Macedo


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