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Ensino e Educação

Especialização no Setor Litoral estimula formas inovadoras de educação

Superintendência de Comunicação Social     11 de junho de 2018 - 16h55

A primeira turma da especialização Alternativas para uma Nova Educação, ofertada em Matinhos, está concluindo o curso. São 49 educadores que, cada qual à sua maneira, buscam formas de ir além do paradigma atual da educação. O grupo é composto por estudantes oriundos de municípios do litoral do Paraná, de Curitiba e Região Metropolitana e de São Paulo. Segundo coordenadora do curso, Lenir Maristela Silva, 70% são professores de escolas públicas.

A proposta e o currículo da pós-graduação lato sensu são estruturados em documentos como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), no extinto Programa de Estímulo à Criatividade na Educação Básica (MEC), no Projeto Político Pedagógico do Setor Litoral e nas Conferências Nacionais de Alternativas para uma Nova Educação (CONANEs). Lenir explica que entre os objetivos do curso está o de dar apoio a uma educação contra hegemônica que, além de levar em conta as demandas e desafios atuais da humanidade, assegure princípios e valores importantes que a educação bancária (hegemônica) não tem dado conta.

A primeira turma do curso tem 49 alunos, dos quais 70% trabalham em escolas públicas. Fotos: UFPR Litoral

Os princípios e valores a que ela se refere são aqueles que cooperam para uma educação comunitária auto e socialmente responsável, como solidariedade, autonomia, diversidade, democracia, dignidade, cooperação, solidariedade, responsabilidade, integralidade e realidade. “A proposta pedagógica do curso de especialização também traz inovações. Nos encontros mensais são conhecidas as experiências dos participantes e a partir dos princípios e valores são desenvolvidos projetos práticos de intervenção, que visam promover uma educação comunitária, auto e socialmente responsável”, explica Lenir. Uma nova turma será formada em 2018, sendo que o edital para a seleção de estudantes será lançado no mês de julho e as aulas iniciarão em agosto.

Além da sala de aula

Como a primeira turma está concluindo o curso, já foram definidos os temas dos trabalhos finais. A partir deles, é possível conhecer um pouco das propostas que surgiram durante o processo. Samira Padilha Xavier, que é professora no Colégio Estadual Tereza da Silva Ramos, está desenvolvendo o projeto Fomentando Novas Alternativas Educacionais. O seu objetivo é atrair a comunidade para que ela possa pensar a escola e saber se ela está satisfeita com o espaço educacional. “Comecei a proporcionar aos alunos, uma vez por bimestre, oficinas de múltiplos interesses. Eles podem sugerir ou dar alguma oficina em um dia letivo. Os pais e os professores podem também oferecer as oficinas. Tivemos oficina de pipa, de skate, de culinária, de maracatu e também de teatro e música”, relata a professora.

O curso preconiza uma educação que estimule valores como solidariedade, autonomia, diversidade e cooperação.

Samira também ajudou a organizar um passeio ciclístico, em conjunto com professores de outros dois colégios da cidade, cujo objetivo foi observar os rios que permeiam a região central do município. A última proposta foi fazer as oficinas aos sábados, para facilitar a participação da comunidade, principalmente dos pais e de ex-alunos. “O estudante precisa entender que a escola pública é de todo mundo. Não é só um momento de suas vidas”, afirma Samira.

Outra pós-graduanda, a turismóloga Fernanda Pasquale, vai abordar a experiência da Comunidade de Aprendizagem Maria da Restinga, uma iniciativa de famílias ligadas à UFPR que, reunidas em um coletivo, criaram um espaço de aprendizagem e convivência para seus filhos, priorizando abordagens pedagógicas alternativas e diferenciadas. Para Fernanda, o curso não só trouxe novos conhecimentos e experiências, resultou em uma transformação de vida. Ela e a família decidiram se mudar para a Itália para que ela continue a sua formação em abordagens educacionais alternativas, pois pretende atuar como educadora futuramente.

“A rede criada pelo curso ampliou minha experiência e foi por ele que conheci a abordagem Reggio Emilia. Soube que na cidade com o mesmo nome, minhas filhas poderiam ter acesso a escolas com uma proposta educacional em que eu acredito e que no Centro Internacional Loris Malaguzzi, eu poderia dar continuidade à minha formação e continuar participando na educação das crianças tanto como mãe e como profissional”, relata Fernanda.

As experiências de cada um dos participantes serão relatadas em um vídeo, produzido por um dos estudantes do grupo, contribuindo para que o propósito do curso continue a se concretizar, com os participantes ampliando suas redes e tecendo novas formas de aprender e educar.

Por Aline Gonçalves – Comunicação – UFPR Litoral


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