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Ensino e Educação

Calouros indígenas realizam registro acadêmico e recebem orientações em acolhimento

Superintendência de Comunicação Social     30 de janeiro de 2019 - 12h49

Nesta quarta-feira (30) a Universidade Federal do Paraná (UFPR) deu boas-vindas aos candidatos indígenas aprovados pelo XVIII Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná. A cerimônia de acolhimento marca o início da vida acadêmica destes estudantes e dá orientações para a escolha dos cursos. A instituição disponibiliza, anualmente, dez vagas suplementares destinadas aos aprovados neste processo seletivo.

Após a escolha dos cursos, os calouros realizam o registro acadêmico e são apresentados às atividades do Núcleo Universitário de Educação Indígena (NUEI), por meio do qual recebem orientações e informações sobre programas e projetos acadêmicos, incluindo os programas de assistência estudantil.

Durante a abertura da cerimônia, Paulo Vinícius Baptista da Silva, da Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade (Sipad), salientou o salto qualitativo em políticas afirmativas e de inclusão que a universidade teve nos últimos tempos e reafirmou o compromisso pela causa. “Vamos lutar constantemente ao lado de vocês para construir melhores políticas de inclusão. Apesar do movimento da UFPR em expandir as vagas, não basta apenas receber mais alunos, mas sim realizar modificações institucionais para melhoria dessas questões. Precisamos permanentemente lutar por essas políticas”.

Foto: Marcos Solivan

A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Maria Rita de Assis César, enfatizou o quanto a universidade enriquece e se torna maior com a presença dos estudantes indígenas. “Vocês trazem um conjunto de elementos culturais que fazem com que esse local se torne cada vez mais plural. Felizmente hoje temos múltiplas formas de ingresso nesta instituição e, com isso, temos uma universidade com muito mais diversidade”.

A qualidade do ensino e dos cursos oferecidos pela UFPR foi apontada pelo pró-reitor de Graduação e Educação Profissional, Eduardo Barra. “Quanto mais nos aprofundamos nas políticas de inclusão, mais avançamos na qualidade acadêmica. Temos registrado uma população universitária muito mais empenhada e interessada”.

Para o reitor, Ricardo Marcelo Fonseca, quanto maior a diversidade da academia, mais rica fica a universidade. “A universidade é para todos e queremos que, cada vez mais, seja para todos. Sentimo-nos orgulhosos com o ingresso de vocês e desejamos acompanhá-los passo a passo. Esperamos que vocês enriqueçam o Brasil”.

Oportunidade

Indígena pertencente à etnia Guarani Kaiowá, Antônio Benítez enxerga no vestibular a oportunidade de cursar ensino superior aos 47 anos de idade. Seu objetivo é ingressar na área de saúde para levar à sua comunidade, localizada em Castro, melhor qualidade nesses serviços, atualmente precários. “Tenho um irmão que se formou pela UFPR e uma irmã que está se formando na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Os dois conquistaram as vagas graças ao vestibular indígena e me incentivaram a seguir esse sonho. Espero ser bem acolhido para poder aprender e contribuir com a minha comunidade”.

As gêmeas de 27 anos Laís e Vanessa Bute, baianas da etnia Pataxó Hahãhãe, têm intenção de seguir os passos de seus parentes que trabalham com saúde indígena na área de Medicina e Odontologia. “A nossa aldeia tem diversas regiões que recebe, esse trabalho específico de saúde indígena e gostaríamos de fazer parte desse projeto”, conta Laís.

As gêmeas Laís e Vanessa pretendem estudar para atuar na área de saúde indígena. Foto: Marcos Solvian

Presente para prestigiar o acolhimento dos novos colegas, a estudante do quarto ano de Arquitetura e Urbanismo Thaisa Kauany comenta que, nesse período, teve oportunidade de se aproximar de povos pertencentes a várias etnias do Brasil todo e considera essa experiência única. “Na minha comunidade apenas duas pessoas são formadas e por isso considero excelente a possibilidade de estudar aqui, pois as pessoas que estão na aldeia têm o desejo de estudar e adquirir conhecimento”. Thaisa tem 20 anos e é pertencente à etnia Guarani Kaiowá da Aldeia Laranjinha, no norte do Paraná.

Vestibular Indígena

A cada ano o Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná é sediado por uma das universidades integrantes da Comissão Universidade para os Índios (Cuia), da qual fazem parte: Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

As universidades estaduais destinam seis vagas para indígenas do Paraná e a UFPR, dez vagas para indígenas de todo território brasileiro. Todas as vagas são suplementares, ou seja, não são retiradas daquelas regulares oferecidas nos cursos.

O XVIII Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná foi realizado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa entre os dias 21 e 22 de outubro de 2018. Os candidatos fizeram as provas de Língua Portuguesa (oral, redação e interpretação de textos), Língua Estrangeira Moderna ou Língua Indígena, Biologia, Física, Geografia, História, Matemática e Química.


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