Universidade Federal do Paraná

Menu

Ensino e Educação

Últimas notícias...


Histórico de notícias

UFPR participa de audiência pública no Senado Federal em defesa do Pibid

Camille Bropp     7 de dezembro de 2017 - 20h13

Durante audiência pública no Senado Federal, na manhã desta quinta-feira (7), em Brasília, o pró-reitor de Graduação da UFPR, Eduardo Barra, foi uma das vozes em defesa da manutenção do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), o qual o Ministério da Educação (MEC) deu mostras de que pretende reformular. Segundo a Fundação Capes, o próximo edital do programa já trará as mudanças, ainda desconhecidas pelas instituições de ensino superior.

Assista aqui ao vídeo da audiência pública>>

“A Lei de Diretrizes e Bases da Educação prevê que o Estado deve promover a formação de docentes por um programa institucional de bolsa de iniciação à docência”, lembrou Barra, se referindo ao parágrafo 5.º do artigo 62 da LDB que foi mantido após as alterações na lei feitas em 2016. “Desmobilizar o Pibid é ilegal. Como está consolidado na lei, é um direito dos estudantes de licenciatura. Não é atribuição do ministro da Educação suspender o programa”, argumentou Barra, que foi coordenador institucional do Pibid na UFPR.

O pró-reitor de Graduação da UFPR, Eduardo Barra, ressaltou que a LDB prevê programa estatal de bolsas para iniciação à docência. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A audiência fez parte da programação da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e tinha como objetivo debater as políticas públicas para a formação de professores. Por se tratar do único programa governamental de iniciação à docência já criado, o foco foi o Pibid, mantido desde 2007 com as metas de valorização da docência e de interação entre escolas e universidades. Alunos de licenciatura que ingressam no programa recebem bolsas de iniciação à docência e se comprometem a atuar na educação pública após formados. Na UFPR, o Pibid já alcançou cerca de 5 mil alunos em oito anos.

De acordo com Barra, a modernização do Pibid, como o MEC classifica as mudanças, não pode ser aceita se a intenção for a de desconfigurar o programa. “Essa modernidade não nos interessa. E sei que estou falando em nome das entidades universitárias, que estão imbuídas de promover a inovação. As universidades deveriam ser ouvidas, e é isso que estamos fazendo hoje. Queremos uma modernização que signifique aprofundamento, expansão, qualificação, o retorno às 90 mil bolsas que já tivemos”, disse o pró-reitor da UFPR, lembrando que hoje o programa dispõe de 60 mil bolsas.

A audiência contou com a participação de representantes de entidades ligadas à educação, de universidades, alunos de licenciatura e parlamentares. Convidado a participar, o MEC não enviou representante porque, segundo justificativa entregue à presidência da comissão, todos os seus diretores estavam participando da reunião pública do Conselho Nacional de Educação (CNE) para discussão da Base Nacional Curricular, outro projeto da pasta.

Durante a audiência, seria entregue ao MEC um abaixo-assinado com cerca de 300 mil assinaturas pela continuidade do programa. De acordo com o senador Paulo Paim, vice-presidente da comissão, deve ser agendada outra audiência para que o ministério possa participar.

Resultados

O fato de as adequações pretendidas pelo MEC não serem fruto de diálogo com os executores do Pibid (escolas e universidades) foi uma das preocupações levantadas pelos participantes. “É uma proposta feita sem discussão com as entidades, que a conheceram por meio de um anúncio público”, lembrou Alessandra Assis, coordenadora institucional do Pibid na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e ex-presidente do Fórum Nacional do Pibid. “Faltam embasamentos de avaliação ou justificativa que tornem aceitável a reformulação do programa”, sustentou.

Estudantes levaram o movimento #FicaPibid para o Senado. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Alessandra apresentou dados do Estudo Avaliativo do Pibid, feito pela Fundação Carlos Chagas (FCC) com mais de 16 mil participantes e divulgado em 2014, para mostrar os resultados do programa. O estudo apurou que, entre os benefícios percebidos por escolas e alunos da educação básica, o Pibid contribui para aulas mais criativas, além de levar motivação à sala de aula e estimular o desenvolvimento de estratégias de ensino. Já os estudantes bolsistas afirmaram que o programa estimula a valorização da docência, aproxima teoria e prática e proporciona contato direto com as escolas públicas.

Outro estudo mencionado durante a audiência foi o da pesquisadora Marli André, da PUCSP. Apresentado neste ano, o estudo inclui um levantamento que concluiu que 64% dos egressos do Pibid estavam atuando na educação pública. Entre os que não estavam, 47% definiram a ausência de concursos públicos ou falta de oportunidade como justificativa.

Segundo Elenita Manchope, pró-Reitora de Graduação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e representante da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), dados assim se contrapõem às críticas que o Pibid recebe quanto ao aproveitamento do programa pela educação pública. “A questão que fica muito forte no Pibid é que a maioria dos alunos, quando se forma, permanece na escola pública”, disse.


Outras notícias

UFPR nas Redes Sociais

UFPR no Facebook UFPR no Twitter UFPR no Flickr RSS UFPR UFPR no Youtube UFPR no Instagram
Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299 | CEP 80.060-000 | Centro | Curitiba | PR | Brasil | Fone: +55(41) 3360-5000
UFPR no Facebook UFPR no Twitter UFPR no Youtube
Setor de Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299
CEP 80.060-000 - Centro
Reitoria da UFPR - Curitiba - PR - Brasil
Fone: +55(41) 3360-5000

Imagem logomarca da UFPR

©2017 - Universidade Federal do Paraná

Desenvolvido em Software Livre e hospedado pelo Centro de Computação Eletrônica da UFPR