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Ciência e Tecnologia

Questões sobre como inovar foram discutidas no Inova Session, evento que reuniu representantes de grandes empresas

Jéssica Tokarski     30 de agosto de 2017 - 13h20

Inovar é implantar no mercado novas metodologias, produtos ou processos que dão resultado e passam a gerar, além dos benefícios para a empresa, benefícios sociais e econômicos para toda a população como criação de emprego e aquecimento de economia. Discutir os caminhos para se chegar à inovação foi o objetivo do “Inova Session – Como as grandes empresas inovam?”, evento promovido pela Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná em parceria com a empresa Clarke, Modet&Co.

O encontro lotou o Auditório do Setor de Ciências Sociais Aplicadas na manhã desta quarta-feira (30). Representantes da Agência de Inovação da UFPR; Clarke, Modet&Co; Renault do Brasil; Bosch e Mondeléz International participaram esclarecendo ao público como essas grandes instituições fazem para inovar, de que forma tratam o tema Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e comentando sobre o que a inovação representa em termos de competitividade no cenário nacional.

Foto: André Filgueira

O objetivo do evento foi conscientizar o público – composto por empresários de pequeno, médio e grande porte, estudantes de inovação, professores e pesquisadores – a respeito da importância da inovação para um país que pretende continuar crescendo e se desenvolvendo. “Dentro do cenário competitivo, a inovação é essencial para a sobrevivência das empresas”, disse Alexandre Moraes, coordenador de Propriedade Intelectual da Agência de Inovação da UFPR.

Igor Veras, diretor de Propriedade Intelectual na Clarke, Modet&Co, destacou o fato de a cultura da inovação ser pouco difundida nacionalmente, principalmente nas universidades e grandes empresas. “Nesse panorama de crescimento de grandes startups e incubadoras percebemos que há dúvidas recorrentes a respeito de como aplicar as técnicas de inovação no dia a dia da empresa”. Para ele, a parte de inovação começa por uma boa gestão dos ativos de propriedade intelectual como meios estratégicos. “Se as empresas querem inovar e entrar no mercado competitivo, elas precisam ter políticas muito sólidas de gestão de propriedade intelectual”.

Representando o tema na UFPR, o diretor da Agência de Inovação Carlos Yamamoto contou que há um processo de reformulação nas políticas da unidade no sentido de interagir mais fortemente com as empresas e a comunidade. “A ideia é ouvir as empresas e demandas, conectando nossos pesquisadores para que possamos ter um diálogo comum e chegar a uma situação de interesse mútuo. Nessa nova visão, pretendemos afinar a comunicação entre empresas e universidade. Estamos trabalhando em um modelo que vai permitir agilidade nos processos e acompanhamento da execução dos projetos”, disse.

Foto: André Filgueira

Também esteve presente no evento a vice-reitora da UFPR, Graciela Inês Bolzón de Muniz, grande defensora da inovação na universidade. “Tenho um carinho muito especial por esse tema, acho que as instituições precisam sempre avançar. Inovação significa tentar buscar alternativas. As patentes têm que estar no mercado, gerando empregos e promovendo o desenvolvimento do país”, destacou.


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