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Ciência e Tecnologia

Projeto de extensão pesquisa uso de agrotóxicos e suas consequências na saúde humana

Simone Meirelles     11 de setembro de 2017 - 10h05

 

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde o ano de 2008. E, embora  o Paraná seja atualmente o segundo estado maior consumidor de agrotóxicos do país, os dados sobre o uso desses venenos e das consequências sobre a saúde e ambiente não estão facilmente disponíveis para as pesquisas. Diante disso, criou-se o “Observatório do uso de agrotóxicos e consequências para a saúde humana e ambiental no Paraná”, com objetivo de monitorar o uso dos agrotóxicos e suas consequências para a saúde. O projeto realiza pesquisas e divulga informações sobre contaminações por agrotóxicos. O Observatório é uma parceria entre o Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva – NESC, da Universidade Federal do Paraná, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná e o Ministério Público do Trabalho no Paraná – PRT 9ª Região.

Segundo dados do Observatório, em 2010 o mercado brasileiro correspondia a quase 1/5 (um quinto) do mercado mundial, em volume de vendas.  O país possui uma área cultivada de 50 milhões de hectares, o que representa somente 4% de toda área cultivada dos 20 maiores países agrícolas. No entanto, consome 20% de todos os agrotóxicos do mundo, sem considerar aqueles comercializados ilegalmente. As culturas que mais utilizam venenos são as da soja, cana, milho e algodão.

Uso em áreas urbanas

Atualmente, em nosso país, os agrotóxicos são utilizados, também,  nas áreas urbanas, com a finalidade de capina química, para combate aos vetores, como preservantes de madeira e para desinsetização em ambientes domésticos, atividades que contribuem para a contaminação de praticamente toda a população.

Diversos agravos à saúde humana estão relacionados à exposição aos agrotóxicos: câncer, doenças neurológicas, hepáticas, renais, respiratórias, imunológicas, endócrinas e alterações genéticas.

Além dos males diretos ao ser humano, os agrotóxicos causam danos para diversas outras espécies, atentando diretamente contra sua preservação e indiretamente contra a saúde e vida humana. Apesar do grande risco envolvido no uso dos agrotóxicos, não há um controle e monitoramento sistemáticos de seu uso e efeitos sobre a saúde da população paranaense. O Observatório pretende contribuir neste sentido, principalmente para o fortalecimento de uma vigilância popular que se aproprie do conhecimento e seja participante ativo nas políticas agrárias, de meio ambiente, de saúde e da soberania alimentar.

O projeto de extensão, criado em dezembro de 2015, estimula a notificação popular. A professora Marcia Marzagão Ribeiro, do Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da UFPR, explica que o Observatório mantém um site no qual qualquer pessoa pode denunciar os casos de agravos devidos ao uso de agrotóxicos e a pulverização aérea dos mesmos.

Operacionalização das atividades

A coordenação está, atualmente, a cargo do professor Guilherme Albuquerque e do professor Marcelo José de Souza e Silva, da área da Saúde Coletiva. Vários Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCC) já foram realizados com base nas pesquisas desenvolvidas no Observatório, além da redação de artigos científicos.

O projeto conta atualmente com a participação de estudantes de medicina, nutrição, geografia,  agronomia e direito, além de professores universitários, médicos, enfermeiros, nutricionistas e advogados. Novos estudantes dos diversos cursos estão convidados a ingressar. As reuniões acontecem semanalmente às terças-feiras, 18 horas, no setor de Saúde da UFPR (Rua Padre Camargo, 280, 8º andar, sala 8 C). Mais informações estão disponíveis no site: http://www.saude.ufpr.br/portal/observatorio/.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde o ano de 2008. E, embora  o Paraná seja atualmente o segundo estado maior consumidor de agrotóxicos do país, os dados sobre o uso desses venenos e das consequências sobre a saúde e ambiente não estão facilmente disponíveis para as pesquisas. Diante disso, criou-se o “Observatório do uso de agrotóxicos e consequências para a saúde humana e ambiental no Paraná”, com objetivo de monitorar o uso dos agrotóxicos e suas consequências para a saúde. O projeto realiza pesquisas e divulga informações sobre contaminações por agrotóxicos. O Observatório é uma parceria entre o Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva – NESC, da Universidade Federal do Paraná, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná e o Ministério Público do Trabalho no Paraná – PRT 9ª Região.

Segundo dados do Observatório, em 2010 o mercado brasileiro correspondia a quase 1/5 (um quinto) do mercado mundial, em volume de vendas.  O país possui uma área cultivada de 50 milhões de hectares, o que representa somente 4% de toda área cultivada dos 20 maiores países agrícolas. No entanto, consome 20% de todos os agrotóxicos do mundo, sem considerar aqueles comercializados ilegalmente. As culturas que mais utilizam venenos são as da soja, cana, milho e algodão.

Uso em áreas urbanas

Atualmente, em nosso país, os agrotóxicos são utilizados, também,  nas áreas urbanas, com a finalidade de capina química, para combate aos vetores, como preservantes de madeira e para desinsetização em ambientes domésticos, atividades que contribuem para a contaminação de praticamente toda a população.

Diversos agravos à saúde humana estão relacionados à exposição aos agrotóxicos: câncer, doenças neurológicas, hepáticas, renais, respiratórias, imunológicas, endócrinas e alterações genéticas.

Além dos males diretos ao ser humano, os agrotóxicos causam danos para diversas outras espécies, atentando diretamente contra sua preservação e indiretamente contra a saúde e vida humana. Apesar do grande risco envolvido no uso dos agrotóxicos, não há um controle e monitoramento sistemáticos de seu uso e efeitos sobre a saúde da população paranaense. O Observatório pretende contribuir neste sentido, principalmente para o fortalecimento de uma vigilância popular que se aproprie do conhecimento e seja participante ativo nas políticas agrárias, de meio ambiente, de saúde e da soberania alimentar.

O projeto de extensão, criado em dezembro de 2015, estimula a notificação popular. A professora Marcia Marzagão Ribeiro, do Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da UFPR, explica que o Observatório mantém um site no qual qualquer pessoa pode denunciar os casos de agravos devidos ao uso de agrotóxicos e a pulverização aérea dos mesmos.

Operacionalização das atividades

A coordenação está, atualmente, a cargo do professor Guilherme Albuquerque e do professor Marcelo José de Souza e Silva, da área da Saúde Coletiva. Vários Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCC) já foram realizados com base nas pesquisas desenvolvidas no Observatório, além da redação de artigos científicos.

O projeto conta atualmente com a participação de estudantes de medicina, nutrição, geografia,  agronomia e direito, além de professores universitários, médicos, enfermeiros, nutricionistas e advogados. Novos estudantes dos diversos cursos estão convidados a ingressar. As reuniões acontecem semanalmente às terças-feiras, 18 horas, no setor de Saúde da UFPR (Rua Padre Camargo, 280, 8º andar, sala 8 C). Mais informações estão disponíveis no site: http://www.saude.ufpr.br/portal/observatorio/.

 


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