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Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente Urbano e Industrial completa 10 anos como referência em internacionalização

Aline Fernandes França     4 de setembro de 2017 - 15h41

Representantes das instituições parceiras do programa: UFPR, Senai-PR e Universidade de Stuttgart

Num momento em que a UFPR busca ampliar a internacionalização, um programa bem-sucedido de pós-graduação com dupla diplomação completa 10 anos e pode servir de inspiração para outras áreas da universidade. É o Mestrado Profissional em Meio Ambiente Urbano e Industrial, resultado de uma parceria entre a UFPR, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Paraná (Senai-PR) e Universidade de Stuttgart, na Alemanha. Até agora, 117 alunos já defenderam suas dissertações no programa, cuja proposta é oferecer formação técnica e científica voltada principalmente para o setor industrial.

O lançamento do curso foi precedido de anos de estudos e preparação das três instituições. O primeiro passo foi dado no ano de 2001, com uma visita de docentes da Universidade Stuttgart ao Senai-PR. Mas somente em 2005 houve a consolidação do curso de mestrado, com a definição de responsabilidades de cada parceiro no projeto. No ano seguinte, foi assinado o termo de cooperação entre as instituições e em 2007 começaram as aulas da primeira turma.

O PPGMAUI é considerado um projeto inovador no país e já nasceu internacionalizado. Desde 2015, o programa garante dupla diplomação por meio da parceria estabelecida. Há fluxo de estudantes do Brasil para a Alemanha e também da universidade alemã para a UFPR. Cinco alunos das duas instituições já participam desse intercâmbio: três brasileiros e dois alemães.

Os mestrandos ainda podem participar de outras formas de internacionalização. “Todos os alunos do curso têm acesso ao apostilamento, que é o reconhecimento dos créditos pelas duas universidades parceiras. Depois os créditos podem ser aproveitados para o doutorado”, explica a coordenadora do programa pela UFPR, professora Mônica Beatriz Kolicheski.

Outras maneiras são o mestrado sanduíche – modalidade em que o estudante cursa um ano do mestrado em outro país – e os cursos de extensão de 15 dias na Alemanha, com direito a visitas técnicas e palestras. Os alunos participam das atividades com bolsas oriundas do DAAD (serviço alemão de intercâmbio acadêmico). “Somos exemplo de uma internacionalização que dá certo, com troca efetiva”, completa Mônica.

“As diretrizes educacionais da Capes dão notas maiores para programas com internacionalização, isso é um diferencial. Poucos cursos têm a dupla diplomação, ainda mais em parceria com uma das instituições mais reconhecidas na Europa”, destaca a professora Karen do Amaral, coordenadora da Universidade de Stuttgart no Brasil. O convênio entre os parceiros é renovado a cada cinco anos.

Grande parte das pesquisas é voltada para solucionar problemas práticos. “O Senais nos aproxima dos problemas que as indústrias enfrentam na área ambiental. Assim podemos desenvolver pesquisas com esse foco. Temos inúmeros trabalhos voltados para demandas sociais, com aplicação direta”, conta Mônica Beatriz Kolicheski.

No mês de agosto, ocorreu a 117ª defesa de dissertação do programa. A maioria dos profissionais que participam do programa está inserida no mercado de trabalho no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. De acordo com as coordenadoras do curso, os trabalhos desenvolvidos pelo PPGMAUI, nos dois países, são abrangentes e alcançam ainda as regiões norte e nordeste do Brasil, além do estado de Baden-Württemberg na Alemanha.

Avaliação e futuro do programa

Os 10 anos do programa, que já 117 dissertações defendidas, foram celebrados com um evento na última sexta-feira

O programa possui publicações impressas e em e-book que abordam as experiências de visitas de alunos e professores à Universidade de Stuttgart. De acordo com a coordenadora do programa pela UFPR, a proposta é aprimorar a qualidade das produções, além de manter outros dois eventos realizados pelo programa. “Temos o Ciclo de Palestras, que acontece agora no mês de setembro, voltado para a qualificação de professores na área ambiental. No próximo ano, teremos também a terceira edição do Simpósio internacional que atinge os públicos de graduação, pós-graduação e profissionais da área”.

O Gatma – projeto de extensão criado pelo PPGMAUI em 2016 – também está entre os destaques do programa por promover a interação direta com a graduação. “É um diferencial para a formação ter essa interface do mestrado profissional com o curso de Engenharia Química”, diz Mônica Kolicheski.

A expectativa das instituições é renovar a parceria e melhorar alguns pontos do programa. A partir de agora, algumas disciplinas do mestrado serão ministradas em língua inglesa. Além disso, a criação de um doutorado profissional também está nos planos para o futuro.

“Pretendemos também alcançar a suficiência financeira. Não recebemos verba da Capes, por isso precisamos correr atrás para arrecadar recursos”, ressalta a representante da Universidade de Stuttgart. A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (Abes) é apontada como uma das principais parceiras formais do programa, com apoio direto em cursos de extensão, divulgação e captação de patrocínio.

10 anos

O programa comemorou a primeira década de aniversário com um evento na última sexta-feira.

A festividade também marcou a recepção da nova turma do programa, com 30 alunos.


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