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Ciência e Tecnologia

Professora da UFPR participa de trabalho do Ipardes que projeta envelhecimento da população do Paraná

Superintendência de Comunicação Social     11 de julho de 2017 - 17h23

Foto: Marcos Solivan – Sucom/UFPR

O Paraná está envelhecendo e vai precisar cada vez mais de políticas públicas destinadas aos idosos. A constatação vem de uma projeção feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), a partir de um trabalho que contou com a participação da professora Raquel Guimarães, do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná.

O estudo mostra que até 2040 o número de habitantes do Paraná, que hoje é de 11.243.000 pessoas, chegará a 12.208.000. As projeções apontam ainda para o aumento da população idosa e redução do percentual de jovens. A população de 0 a 14 anos, que hoje representa 20% do total, deve cair para 14%. Por outro lado, a população idosa (65 anos e mais) passa dos atuais 9,2% para quase 19,9%.

A professora Raquel Guimarães explica que as projeções levam em consideração o estoque de população, nascimentos, óbitos e os saldos migratórios. ”A ideia é que, agora, gestores e pesquisadores transformem esses dados em informações importantes para subsidiar o planejamento dessas políticas”, afirma.

A professora explica ainda que o Paraná está em uma situação de estabilidade. “O Estado, assim como Santa Catarina, é, de certa forma, pioneiro no País em envelhecimento da população. Enquanto algumas unidades da federação ainda estão passando por esse estágio de transição demográfica, o Paraná já tem esse cenário mais consolidado. Isso gera uma demanda de ações por parte dos governantes, não mais prioritariamente dedicadas aos mais jovens e crianças.Por outro lado, o perfil do mercado de trabalho vai ter que mudar. Haverá consequências tanto na educação quanto na saúde pública, questões que precisam ser pensadas para um planejamento futuro”, afirma.

Para o diretor de pesquisas do Ipardes, Daniel Nojima, essa propensão é verificada em todo Brasil e está associada ao declínio da natalidade e à ampliação da expectativa de vida.No Paraná, o processo é mais acentuado em Curitiba e em municípios de menor porte, com menos de 10 mil habitantes, onde se percebe a migração dos mais jovens para outros municípios em busca de novas oportunidades. “São cidades de base agropecuária, que vivem também um processo de mecanização das lavouras, e os jovens acabam indo para municípios vizinhos. São migrações de curta distância bastante regionalizadas”, diz Nojima.

Pela projeção do Ipardes, nas pequenas cidades, a parcela de idosos com relação à população total passa de 11,3% em 2017 para 24,2% em 2040. Em Curitiba, de 9,6% para 21,3% no mesmo período. “A capital já é uma cidade madura, passou por vários ciclos demográficos, que apresenta queda de natalidade e maior expectativa de vida”,conta o diretor.

Quem ganha e quem perde

As projeções indicam, até 2040, perdas populacionais em 223 municípios, em paralelo a ganhos em 176 cidades. Dos 223 municípios que perdem população, 142 têm até 10 mil habitantes e 62 têm de 10 mil a 20 mil habitantes.

“É preciso notar, porém, que a perda de população não quer dizer perda de dinamismo econômico. Juntos, esses 204 municípios representam 38,6% do PIB agropecuário do Estado”, acrescenta Daniel.

Do lado dos 176 municípios que ganham população, 61 têm menos de 10 mil habitantes; 47 possuem 10 mil e 20 mil, e 37 entre 20 mil e 50 mil. O número de cidades com mais de 100 mil habitantes passa de 18 para 24 em relação ao ranking de 2010. Passam a integrar esse grupo, cidades como Cambé (108.452), Francisco Beltrão (108.017), Sarandi (107.880), Fazenda Rio Grande (148.617), Cianorte (107.224) e Piraquara (162.122).

Grandes cidades

Curitiba alcançará 1,95 milhão de habitantes em 2014, seguida por Londrina (628.600), Maringá (552.686), São José dos Pinhais (469.573), Ponta Grossa (386.947) e Cascavel (377.664).

As projeções ainda indicam uma maior concentração populacional na região de Curitiba e de Londrina e Maringá.

O estudo estima um aumento da participação da mesorregião de Curitiba, que em 2010 representava 33,5% do total da população no Estado, e em 2040 deverá representar 36,6%. Já a mesorregião do Norte Central Paranaense deve passar, na mesma base de comparação, de uma participação de 19,5% para 20,6%.

Com informações da Agência Estadual de Notícias

 


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