Universidade Federal do Paraná

Menu

Ciência e Tecnologia

Pesquisadores da UFPR desenvolvem tecnologia promissora para detecção rápida da dengue

Superintendência de Comunicação Social     18 de julho de 2017 - 13h11

 

Pesquisadores do grupo BioPol, dos Departamentos de Química e de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR, realizaram um estudo promissor e potencial para o diagnóstico da dengue de maneira rápida, e economicamente acessível.

O imunochip é um sensor baseado na tecnologia das microbalanças de cristal de quartzo e é capaz de detectar a presença de moléculas do antígeno NS1 para a dengue no soro sanguíneo. “No nosso trabalho, modificamos a superfície do sensor desse equipamento, tornando-a capaz de detectar antígenos do vírus da dengue”, explica Cleverton Luiz Pirich, que desenvolveu a pesquisa que deu origem ao imunochip durante seu doutorado na UFPR.

“Outros métodos convencionais empregados costumam demorar mais de 30 minutos, podendo chegar a mais de 4 horas para se obter o resultado. Se contar o tempo de preparo de amostra e a necessidade de mão de obra especializada, issoo pode ser ainda maior. O que não é o caso do imunochip, que pode ser manipulado, depois de desenvolvido, mesmo por pessoas com pouco treinamento no equipamento e não necessitar de muitos preparos quanto à amostra do paciente”, conta o pesquisador.

Custo menor

Além da agilidade no diagnóstico, o imunochip proporciona economia. O custo por análise deverá girar em torno de R$ 2 a R$ 10, estimam os pesquisadores. Com outras tecnologias, o custo varia bastante, podendo chegar aos R$ 300 por análise, explica a professora Maria Rita Sierakowski, orientadora de Pirich.

Apesar de ter sido desenvolvido com o objetivo de dar o diagnóstico mais acessível para dengue, o imunochip tem potencial para ser usado na detecção de outras doenças. Ainda poderá ter outras aplicações ambientais e na área da saúde, como, por exemplo, auxiliar na detecção de moléculas contaminantes presentes em água e alimentos.

“No nosso trabalho foi estudado o potencial do desenvolvido de um biossensor com baixo custo e praticidade para o diagnóstico, não somente da dengue, mas, ao modificar a superfície dos cristais piezoelétricos aplicar para outros propósitos, como a detecção de outras doenças. Isso, aproveitando um equipamento com grande potencial, mas que até então não era tão utilizado, devido a alguns problemas que, em nosso trabalho, conseguimos melhorar”, afirma a professora.

O estudo ainda encontra-se em estágio inicial e é resultado da pesquisa de doutorado de Cleverton Luiz Pirich, sob orientação da professora Maria Rita Sierakowski, e da parceria com três outros pesquisadores: Rilton Alves de Freitas, Roberto Mauel Torresi e Guilherme Fadel Picheth, foi publicado no periódico Biosensors and Bioelectronics.


Outras notícias

UFPR nas Redes Sociais

UFPR no Facebook UFPR no Twitter UFPR no Flickr RSS UFPR UFPR no Youtube UFPR no Instagram
Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299 | CEP 80.060-000 | Centro | Curitiba | PR | Brasil | Fone: +55(41) 3360-5000
UFPR no Facebook UFPR no Twitter UFPR no Youtube
Setor de Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299
CEP 80.060-000 - Centro
Reitoria da UFPR - Curitiba - PR - Brasil
Fone: +55(41) 3360-5000

Imagem logomarca da UFPR

©2017 - Universidade Federal do Paraná

Desenvolvido em Software Livre e hospedado pelo Centro de Computação Eletrônica da UFPR