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“Passeio” por computador em escala aumentada auxilia no ensino da tecnologia em Jandaia do Sul

Jéssica Tokarski     9 de novembro de 2017 - 10h44

Aprender sobre arquitetura computacional, informática e tecnologia passeando dentro de um computador é o objetivo do projeto de extensão “Por dentro do computador” desenvolvido pelo curso de Licenciatura em Computação do Campus Avançado de Jandaia do Sul.

Diorama dos componentes de um computador em escala aumentada. Foto: Marcos Solivan/SUCOM

Depois de um trabalho de construção que durou quatro anos, o diorama – modo de apresentação artística, de maneira muito realista, de cenas da vida real para exposição com finalidades de instrução ou entretenimento – de um computador em escala gigante está finalizado e pronto para auxiliar no aprendizado de alunos da região.

O projeto busca a popularização da ciência e da tecnologia por meio do conhecimento sobre dispositivos de máquinas computacionais para a comunidade de Jandaia do Sul e região, em especial para alunos e professores das escolas da rede pública de ensino.

Peça mascote. Foto: Marcos Solivan/SUCOM

As atividades incluem o desenvolvimento de animações para ensinar o funcionamento dos componentes do computador, intervenções nas escolas locais, produção de vídeos sobre os temas centrais do projeto e a construção de peças de computador em escala aumentada.

O coordenador da iniciativa, professor Carlos Roberto Beleti Junior, explica como acontecem as intervenções nas escolas. “Começamos com um questionário sobre arquitetura de computadores para observar o conhecimento básico que os alunos possuem. Em seguida, eles são direcionados para duas bancadas, a primeira com um computador do qual retiramos um componente e mostramos para eles que a ferramenta não funciona sem aquela peça. A outra bancada expõe todos os componentes do objeto, que usamos para realizar questionamentos e apresentações. Para finalizar, fazemos o passeio no dioarama, levando-os a cada peça e explicando a respeito”. Após a apresentação, o questionário é refeito para mostrar a evolução dos participantes e fixar o aprendizado.

O projeto realiza, ainda, outras atividades como a entrega de peças mascotes aos alunos como forma de fazê-los levar o conhecimento para casa e intervenções tecnológicas com idosos e crianças em situação de vulnerabilidade. “Por Dentro do Computador” já realizou intervenções em sete instituições de ensino e em duas instituições bancárias.

“É uma forma que encontramos para tentar desmistificar a imagem de que arquitetura computacional e hardware só se aprendem na universidade e em cursos específicos. Queremos levar para a população em geral esse conhecimento”, conta Beleti.

O professor lembra que foi uma situação que passou com sua mãe que o motivou a tomar essa iniciativa. “Houve um problema com um monitor de computador que ficava desligando. Minha mãe me chamou e disse que precisava comprar outro, porque aquele não estava mais funcionado. Quando fui verificar, percebi que o problema era apenas mau contato no encaixe da conexão. A partir disso percebi que as pessoas não têm muito conhecimento a respeito dessas questões”.

Beleti destaca a importância de ter noções sobre a arquitetura dos aparelhos tecnológicos até para realizar a compra de um equipamento. “Quando vamos comprar um celular, por exemplo, se não tivermos conhecimento básico e soubermos o que é necessário em um aparelho, acabamos fazendo escolhas ruins. Um exemplo é a intenção de compra de um celular para tirar boas fotos. Muitas vezes as pessoas só se preocupam com a qualidade da câmera, deixando de lado a importância do processador e da memória, que também influenciam no objetivo principal”. Tudo o que é ensinado pode ser levado para o dia a dia das pessoas.

Retorno e gratificação

“O melhor sentimento é a gratidão que recebemos das crianças e da população. Além do aprendizado em arquitetura e práticas pedagógicas”, revela Beleti que conta que os relatórios produzidos pelos alunos integrantes do projeto sempre se referem ao prazer de servir a comunidade.

Daiane Mendes Gonçalves é estudante do segundo ano da Licenciatura em Computação e participa do projeto desde o início. “Eu tive uma educação em informática muito fraca e quero tentar mudar isso. As pessoas precisam ter acesso desde pequenas ao básico da computação. Para mim, que serei professora, trabalhar todos os dias ensinando e descobrindo diversas maneiras de ensinar é de grande valia”, relata.

Para o diretor do Colégio Estadual Jandaia do Sul, Vladimir Matioli, um dos contemplados com o projeto, a iniciativa é a oportunidade de levar aos alunos algo que a rede pública de ensino não tem viabilidade de proporcionar.  “O projeto despertou o interesse e a curiosidade dos nossos alunos, não só em razão da parte científica e tecnológica, mas despertou também a consciência da educação, o envolvimento e o incentivo”, comenta.

Planos para o futuro

O objetivo é disponibilizar o diorama, de modo permanente, no campus da universidade e levar os alunos até lá para conhecerem o projeto, os cursos e a UFPR. Enquanto não há disponibilidade de sala para isso, a intenção é montar a maquete em todas as escolas da região por determinado período.

Foto: Marcos Solivan/SUCOM

“Outra ideia é levar a tecnologia para os idosos. Já tivemos uma experiência com um curso em parceria com a Celepar, no qual realizamos uma capacitação básica de como ligar o computador e utilizar o Windows, Paint, internet e redes sociais. É muito gratificante trabalhar com essa geração e há uma demanda da comunidade nesse sentido”, conta o coordenador.

Agora que o diorama está pronto, ele se tornou o foco principal do projeto. Porém enquanto alguns integrantes trabalham nessa parte, outra equipe atuará com idosos abordando a interação tecnológica. “O objetivo é levar arquitetura de computador, celular, caixa eletrônico. Tudo é tecnologia”, diz Beleti.

Confira o álbum de fotos do projeto.


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