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Extensão e Cultura

Estudantes da UFPR recolhem lixo de nascente no Centro Politécnico

Aline Fernandes França     4 de setembro de 2017 - 17h57

Nascente que integra a foz do Rio Belém – Foto: Leonardo Bettinelli

Garrafas, pedaços de ferro, concreto e até um pneu. Esse foi o resultado da limpeza realizada em uma área de preservação localizada dentro do Centro Politécnico. Em meio a nascente de um dos afluentes do Córrego do Aviário, os estudantes recolheram lixo e muita sujeira.

A atividade é uma iniciativa da disciplina de Gestão Ambiental do programa de Pós-Graduação em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental. O objetivo da ação é conscientizar a comunidade acadêmica sobre a importância da preservação da área. “É nosso papel dentro de uma universidade pública realizar esse serviço, é uma obrigação social. A nascente de um rio é protegida por legislação, mas muita gente aqui dentro do campus não sabe da existência dela”, afirmou a mestranda do programa, Sabrina Drummond.

“O córrego tem uma série de problemas do ponto de vista tecnológico. A área sofre com o forte predomínio de espécies exóticas invasoras, para nascente isso não causa um problema, mas para a diversidade biológica da área é uma ameaça”, disse Int de Souza, estudante da graduação de Engenharia Florestal. A ação envolveu outros cursos para a interação entre diferentes áreas do conhecimento.

O doutorando da UFPR, Luiz Buchir, é funcionário do Ministério Ambiental em Moçambique e pretende levar as experiências do programa para seu país. “Quero levar os ensinamentos para Moçambique. Fazer parte de uma ação concreta como essa é um aprendizado que vale mais do que qualquer texto teórico”, destacou.

Os alunos de graduação e da pós-graduação realizam continuamente o monitoramento da água da nascente por meio do projeto de extensão Engenharia – Água & ação. “O monitoramento nos ajuda a dar um diagnóstico sobre o rio. Aqui os alunos aprendem teoria e prática, como estudo de caso é ótimo”, contou a professora responsável pela disciplina, Regina Tiemy Kishi.

Durante a pesquisa, os estudantes analisaram a cor, turbidez e qualidade da água da nascente. “Tinha muita carga orgânica. Isso significa que há outro tipo de despejo, provavelmente esgoto ou o próprio lixo que se degrada e vai para o rio”, explicou a doutoranda Stephanie Piazza.

Já Bruna Vogt ressaltou a importância de atuação de toda a comunidade acadêmica. “O pessoal que passar por aqui e ver um vazamento deve acionar o projeto, deixar um recado em nossa página no Facebook. Houve um problema na canalização e a Sanepar resolveu no mesmo dia, basta colaborar”, diz a estudante do programa. “As pessoas não têm ciência de que essa área é uma nascente. Tem bastante lixo e os carros estacionam cada vez mais perto. Por isso precisamos trabalhar a conscientização”, completa o mestrando Eduardo Wronscki Ricardo, que atua como Químico da UFPR.

A Superintendência de Infraestrutura (Suinfra) da Universidade Federal do Paraná disponibilizou sacos de lixo e luvas para a ação, o setor também ficou responsável pelo descarte dos resíduos coletados.

Novas ações

De acordo com a professora Regina Tiemy Kishi, a ideia é ampliar as ações. “Também realizamos um trabalho no Rio Avariú e no Rio Barigui. As pessoas precisam perceber que o rio está ali, entender o sistema e como as ações interferem sobre a hidrologia”, lembrou.

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