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Ciência e Tecnologia

Estudantes da UFPR constroem avião e robôs para competições

Aline Fernandes França     5 de outubro de 2017 - 14h44

Burning Goose – Dando asas ao conhecimento

Competições nacionais têm atraído um grande número de estudantes dos cursos de Engenharia de todo o País. Os desafios em busca de recordes de eficiência e rendimento despertam o interesse dos acadêmicos e ainda funcionam como oportunidade de destaque no mercado profissional durante o período de graduação.

Avião construído pela equipe. Foto: Leonardo Bettinelli

Essa motivação é o que contagia os membros da equipe Burning Goose. São 30 estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção e Engenharia Industrial Madeireira da Universidade Federal do Paraná, que constroem nada menos que um avião.

O grupo se prepara para o campeonato nacional da SAE Brasil Aerodesign – competição anual realizada em São José dos Campos/SP pela Associação Internacional de Engenharia de Mobilidade.

Os aviões estão sujeitos à avaliação técnica de engenheiros da Embraer e precisam obedecer a alguns requisitos, como o peso máximo de 20 quilos do conjunto avião e carga, na decolagem. Os competidores aumentam a carga do avião até a aeronave falhar ou não sair do chão.

Foto: Leonardo Bettinelli

O projeto conceitual começou a ser produzido em fevereiro. A aerodinâmica ficou pronta no mês de junho e a equipe montou um protótipo, que permitiu a identificação de falhas e correções.

O capitão da Burning Goose, Nicolas Gusso, conta que se coloca à disposição do projeto 24 horas por dia e garante que a dedicação é recompensada. “Como capitão é uma experiência ímpar. Desenvolver um avião é uma tarefa multidisciplinar, isso ajuda no trabalho em equipe. Sem contar que aqui você trabalha problemas reais de administração de projetos”, explica.

A equipe de aviação da UFPR nasceu há 17 anos, já foi batizada com outros nomes e chegou a encerrar as atividades por um período. Há seis anos, retornou como Burning Goose. Edgar Predabon foi selecionado há um ano e meio. “É uma experiência que você não encontra na sala de aula, é diferente e pode nos ajudar no mercado de trabalho”, afirma o estudante de Engenharia Elétrica.

A Burning Goose participa da categoria regular do campeonato com uma aeronave de 3 quilos e que deve levar uma carga de até 17 quilos. O grupo acredita que o avião foi projetado para ficar entre os 15 primeiros da competição.

O campeonato acontece no final deste mês, mas o entusiasmo já toma conta do estudante Álvaro Bento. “Nosso objetivo é sempre ser o melhor, mas o fato de ver o avião voar é uma coisa fantástica, é gratificante ver que o seu trabalho funcionou, que as horas de sono perdido valeram a pena”, conta o futuro Engenheiro Mecânico.

Futuro profissional

Os campeonatos dão visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos estudantes. O histórico da Burning Goose mostra a proporção dos resultados, já que dois ex-capitães da equipe tornaram-se engenheiros da Embraer. A empresa também oferece vagas de estágio para os primeiros colocados.

Foto: Equipe Burning Goose

Yapira – Combate engenhoso

Foto: Leonardo Bettinelli

O robô parece um brinquedo inofensivo, pesa apenas um quilo, mas está pronto para enfrentar adversários com muita agressividade. O pequeno Gambibot é um dos robôs construídos pela equipe de robótica da Universidade Federal do Paraná – a Yapira.

Robô Gambibot.
Foto: Leonardo Bettinelli

O grupo é formado por 37 estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção e Ciência da Computação da UFPR. Os acadêmicos projetam e constroem robôs de combate, com peso entre 500 gramas e 13 quilos.

O Yapira participa de seis campeonatos anuais e, atualmente, está em fase de preparação para a competição nacional que acontece em julho de 2018. “Dois robôs batalham até que um deles não consiga mais se locomover e a derrota é dada por nocaute. Cada robô tem seu desafio, os pesados têm que aguentar mais pancadas e os leves são difíceis de projetar”, explica o capitão do grupo, Heitor Robert, estudante de Engenharia Mecânica.

Em 2014, a equipe conseguiu uma vaga para uma competição no México e, no último ano, conquistou o terceiro lugar no campeonato Winter Challenge, na categoria Sumô Lego.

Crescemos muito com esse resultado. Agora temos seis robôs competitivos, é uma experiência única fazer parte da equipe”, diz Tomas Marques, aluno de Engenharia Mecânica.

O grupo ainda desenvolve outras tecnologias, como uma impressora 3D que dá forma a peças que são utilizadas nos próprios robôs. Além disso, o Yapira também atua em escolas. “Levamos conceitos de programação e robótica para estudantes de escolas públicas. É muito produtivo, eles se interessam e os dois lados ganham”, afirma Heitor.

O acadêmico de Engenharia Elétrica, Nathan Maruch, acredita que participar do projeto de extensão é uma grande oportunidade. “Temos um prazer enorme em desenvolver robôs e estamos aqui para aprender. Os pódios e patrocínios que alcançamos são resultados do nosso esforço, é muito gratificante”, relata.

Robô da equipe Yapira.
Foto: Leonardo Bettinelli

Financiamento dos projetos

Todas as equipes enfrentam a falta de recursos financeiros para os projetos. Os estudantes buscam patrocínio e parceria com empresas.

Dizem que quem faz o avião voar é a aeronáutica, mas não, o que faz o avião voar é o dinheiro”, afirma o capitão da Burning Goose. A aeronave tem um custo médio de R$ 5 mil. “Temos patrocinadores que nos ajudam com prêmios para rifas, ferramentas, ajuda de custo e até alimentação para a equipe”, diz Nicolas.

Outros grupos chegam a fazer vaquinha entre os membros para garantir a participação nos campeonatos.

Formas de ingresso

Para fazer parte das equipes é necessário ser aprovado em processo seletivo aberto a cada semestre.

Além da prova, os novos integrantes também podem passar por desafios e treinamentos.

 

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