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Conselho Universitário aprova moção de apoio à greve dos servidores técnico-administrativos

Superintendência de Comunicação Social     30 de novembro de 2017 - 16h24

Em reunião na manhã desta quinta-feira (30), o Conselho Universitário da UFPR aprovou moção de apoio à paralisação dos servidores técnico-administrativos das universidades federais. A moção classifica a paralisação como “um movimento de luta e resistência à retirada de direitos inalienáveis e rejeita, no âmbito da UFPR, ações de qualquer natureza que porventura ameacem o efetivo exercício da democracia”.

Para o reitor da UFPR, professor Ricardo Marcelo Fonseca a “pauta, dos servidores técnico-administrativos é justíssima e necessária no contexto institucional e político em que o Brasil se encontra”. O reitor lembrou que itens pautados pela greve dos técnico-administrativos têm sido objeto de manifestações públicas da Reitoria, seja por meio de comunicados e manifestações via imprensa ou com eventos como o ciclo de debates “Pensando o Brasil”.

Indústria do petróleo

O Coun aprovou também, após exposição sobre a geopolítica do petróleo que o Brasil passou a praticar a partir de 2016, moção em defesa de um modelo nacionalista da indústria do petróleo, do pré-sal e da justa distribuição dos recursos em benefício da sociedade brasileira.

 

Abaixo a íntegra das duas moções aprovadas:

Moção do Conselho Universitário em apoio à greve dos servidores técnico-administrativos

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná – COUN/UFPR, reunido em 30 de novembro de 2017, considerando o papel relevante que a universidade pública em geral, e a UFPR em particular, desempenha na produção de conhecimento e no desenvolvimento social do país, reafirmando seu compromisso com a sociedade na defesa das políticas públicas de educação, saúde, assistência e previdência social, vem a público manifestar apoio ao movimento paredista dos trabalhadores técnico-administrativos da FASUBRA, pautado na defesa da carreira dos técnico-administrativos em educação e da estabilidade dos servidores públicos, contra o PLS 116/2017; a retirada da reforma da previdência e da MP 805/2017; o cumprimento do termo de acordo de greve de 2015; a revogação da reforma trabalhista; a manutenção do ensino público, gratuito e de qualidade e a defesa das Universidades e Institutos Federais. O patamar civilizatório alcançado pela sociedade brasileira previu o direito à Greve como um direito fundamental social, imprescindível ao direito de organização, associação, exercício de atividade associativa e sindical bem como de manifestação livre quando da luta por direitos e garantias. A Organização Internacional do Trabalho tem como princípio a afirmação de que o trabalho não é mercadoria. Nossa Universidade, como centro de vanguarda na proteção dos direitos e reflexão acerca dos avanços da Modernidade e da consagração de uma sociedade coletiva e solidária repele qualquer ato que culmine em retrocesso social. Reconhecendo o direito de greve como legitimo, e ainda, considerando a possibilidade de acordo e a disposição da universidade em abrir discussão com os técnicos para a compensação do período de greve o COUN reafirma, dessa maneira, o apoio a esse movimento de luta e resistência à retirada de direitos inalienáveis e rejeita, no âmbito da UFPR, ações de qualquer natureza que porventura ameacem o efetivo exercício da democracia.

 

Moção do Coun/UFPR em defesa de um modelo nacionalista da indústria do petróleo, do pré-sal e da justa distribuição dos recursos em benefício da sociedade brasileira

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná, reunido em 30 de novembro de 2017, após exposição sobre a conjuntura em torno a geopolítica do petróleo que o Brasil passou a praticar a partir de 2016, se posiciona contra o desmonte da cadeia produtiva energética, que coloca o país em um caminho subalterno de mero exportador de petróleo bruto em detrimento de segmentos industriais de sua cadeia do petróleo e gás, da indústria pesada, indústria naval e indústria de derivados e que impactam significativamente no desenvolvimento científico tecnológico do país. Propugna e cobra do governo uma revisão da posição que deixa desprotegida a economia brasileira que depende da indústria petrolífera. O COUN lembra que a campanha com o lema “O Petróleo é Nosso” ensinou a todos que antes de qualquer decisão de macropolítica é necessário que seja levada em consideração o que é a maior riqueza da nação: o Povo Brasileiro! Esta moção também enfatiza a necessidade de haver um referendo popular em torno das medidas adotadas pelo Governo atual, que têm violado princípios de defesa do Patrimônio Público.

 

 


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